domingo, 23 de setembro de 2012

o segredo de uma igreja


Saudades do tempo no qual,  a durante escola dominical aprendíamos a palavra, pois ela era ela, sim a palavra, ensinada de forma que nos dava mais e mais sede e ansiavamos pela chegada do domingo para aprender mais dela.
Nosso professor era o instrumento usado e a palavra a matéria prima, não era preciso data show, slides, ar condicionado, cadeiras confortáveis. Lembro-me daquelas tardes de domingo, em que éramos apenas cinco, mas um mestre havia chegado, sim um professor que se importava em falar do que Deus havia escrito, de mergulhar nos detalhes, tinha a capacidade de nos transportar para os tempos ali descritos, nos ajudava a enxergar com Deus via e pouco a pouco, a notícia correu, precisávamos de mais lugares para comportar as pessoas que haviam ouvido falar que a palavra de Deus estava sendo ensinada com unção. estava sendo ensinada de forma que tudo que tínhamos era por graça, por perdão, por amor divino.
Hoje, escasso está lugares assim, até mesmo este, está morrendo, pois deixaram a sã doutrina ( Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; II Tim 4:3 )  encheram seus corações com justiça própria e muitos buscam as coisas deste mundo, manipulam a palavra e vendem a Jesus como solução dos seus problemas, como o gênio da lâmpada que lhe concede desejos
É,.os mestres se transformaram, por vaidade, em show man, para atender a demanda de pedidos de homens " modernos ", de pedidos egocêntrícos de uma igreja imatura, orgulhosa e religiosa.

Ah, o que estamos fazendo com a palavra?

Jesus, o grande mestre, a pregou embaixo de um sol de deserto, não gritava, não prometeu riquezas, mas prometeu vida em abundância para aqueles que o seguissem. disse que o filho do homem não tinha onde recostar a cabeça e mesmo assim multidões O seguiam.

é simples assim.

sábado, 26 de maio de 2012

Uma Outra Pescaria..

João 21:2- Estavam juntos Simão Pedro; Tomé, chamado Dídimo; Natanael, de Caná da Galiléia; os filhos de Zebedeu; e dois outros discípulos.
"Vou pescar", disse-lhes Simão Pedro


Pedro, mesmo após duas aparições de Jesus ressurreto, parecia estar perdido, parecia sem direção, sem saber o que fazer, o mestre havia aparecido, mostrando-se ressuscitado, mas ainda não havia direcionado Seus discípulos a pregação do evangelho. O grande chamado da grande comissão ainda não havia sido revelado pelo mestre.  O propósito de seu chamado e o caminhar de três anos com Jesus, as experiências de libertação, ressurreição de mortos, curas, pregação da palavra, estavam sendo ofuscados por uma neblina. Neblina trazida por uma brisa de  sentimento de culpa por negar o mestre. O que fazer?  senão voltar à sua antiga atividade – Pescar!
Pedro decidiu olhar para trás.  Fazer o que fazia antes do seu grande encontro com Jesus. Olhou as circunstâncias, não soube aquietar-se e esperar o cumprimento das promessas do Senhor ao longo de três anos.
 Como nos dias de hoje, esquecemos de nossas experiências com Deus e deixamos que a desolação dos sentimentos de culpa, culpa que Jesus já perdoou, mas nós não, Esquecemos das promessas que um dia Ele fez e no nosso deserto pessoal decidimos voltar atrás. Voltar de onde viemos, de onde saímos, para o que fazíamos. Desistimos do nosso chamado e queremos voltar ao Egito que nos escravizava. Enfim, voltar ao deserto muito mais deserto por parecer mais real do que o Deus de toda criação.
Assim como Pedro, queremos nos consolar com a pescaria errada, enquanto Ele nos chama a pescaria que nos traz alegria. Queremos ocupar nossas mentes com as coisas que não edificam, Enquanto Ele nos exorta a pensar nas coisas que são do alto. Queremos  preencher o vazio com sonhos errados, Enquanto Ele diz que estas coisas passarão. Queremos nos livrar de nossas culpas com o sacrifício errado, enquanto Jesus é o sacrifício perfeito que leva ao perdão. Ficamos ansiosos, enquanto Ele diz para não estarmos ansiosos por coisa alguma, pois aos d’Ele, Ele dá enquanto dormem.  Queremos olhar para trás, Jesus é simples e nos convida a mergulhar em Seus rios e aprender em Sua simplicidade. A esperar e  n’Ele confiar. 
Não olhe para trás. Não esqueça de suas experiências com o Senhor, Nada, mas Nada é mais forte do que Sua presença e Salvação.

sábado, 28 de abril de 2012

Heróis da fé Policarpo 70-156 (beta)

Nascido em uma família cristã por volta dos anos 70, na Ásia Menor (hoje Turquia), Policarpo dizia ser discípulo do Apóstolo João. Em sua juventude costumava se sentar aos pés do Apóstolo do amor. Também teve a oportunidade de conhecer Irineu, o mais importante erudito cristão do final do segundo século. Inácio de Antioquia, em seu trajeto para o martírio romano em 116, escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna. 

Nos dias do Papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, a fim de representar as igrejas da Ásia Menor que observavam a Páscoa no dia 14 do mês de Nisan. Apesar de não chegar a um acordo com o papa sobre este assunto, ambos mantiveram uma amizade. Ainda estando em Roma, Policarpo conheceu alguns hereges da seita dos Valencianos, e encontrou-se com Márcio, o qual Policarpo denominava de “primogênito de Satanás”. 


A Carta de Policarpo 

Apesar de escrever várias cartas, a única preservada até a data, foi a endereçada aos Filipenses no ano 110. Nesta carta, Policarpo enfatiza a fé em Cristo, e o desenvolvimento da mesma através do trabalho para Cristo na vida diária. Também faz alusão à carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses e usa citações diretas e indiretas do Velho e Novo Testamento, atestando-os como canônicos. Na mesma carta, ele repete muitas informações recebidas dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, ele é uma testemunha valiosa da vida e da obra da Igreja primitiva no segundo século.

Policarpo exorta os Filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de Paulo, evidenciam seu profundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos Filipenses e outras do mesmo Testamento. Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas antes em fortalecer a vida diária prática dos cristãos.


O Martírio de Policarpo 

O martírio de Policarpo é descrito um ano depois de sua morte, em uma carta enviada pela Igreja de Esmirna à Igreja de Filomélio. Este registro é o mais antigo martirológio cristão existente. Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente”!

No ano 156, em Esmirna, Policarpo é colocado na fogueira. Milagrosamente as chamas não o queimaram. Seus inimigos, então, o apunhalaram até a morte e depois queimaram o seu corpo numa estaca. Depois de tudo terminado, seus discípulos tomaram o restante de seus ossos e o colocaram em uma sepultura apropriada. Segundo a história, os judeus estavam tão ávidos pela morte de Policarpo quanto os pagãos, por causa de sua defesa contra as heresias. 

As três Peneiras (beta)

Um rapaz certa vez procurou Sócrates e lhe disse que precisava contar algo sobre alguém. Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:
- O que você vai contar já passou pelas três peneiras?
- Três peneiras?
- Sim.
A primeira é a Verdade.
O que você vai contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer por ai mesmo. Suponhamos que seja verdade...

Devemos passar pela segunda peneira: A Bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a edificar outra pessoa? Se o que você tem pra contar é verdade e coisa boa, deverá ainda passar pela terceira peneira...

A terceira peneira é a Necessidade. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa? E arrematou Sócrates:
- Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu como você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, Esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, amigos e colegas.
Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!

“ Os sábios escondem a sabedoria, mas a boca do tolo é uma destruição” PV. 10;14